segunda-feira, 16 de maio de 2022
Passagens
Construir para o benefício de outros
quarta-feira, 4 de maio de 2022
Scenari Sociali (Disuguaglianza Sociale)
terça-feira, 3 de maio de 2022
Densità
Savane (Poesia contemporanea)
sábado, 30 de abril de 2022
Macel, o lobo Guará
terça-feira, 26 de abril de 2022
Amora
Acreditar para conquistar - esse era o slogan mais usado pela doce e dedicada Amora. Ela carregava consigo uma boa dose de alegria e autoestima, mas não tinha sequer uma gota de precaução, falava de seus planos para todos os flamingos do Lago Pink.
_
Espere um pouco! Por que chamar o tal lago de Pink, se na verdade ele era azul?
- d. Blanca, a cegonha, perguntou. Eu tive que parar o raciocínio da história
para lhe dizer, que o lago se chamava, Pink, devido ao grande número de
flamingos rosas que ali passavam o verão, quando as águas do lago ficavam mais
baixas, com isso surgiam mais alimentos para eles.
Mas
essa historinha é de Amora, para contar um pouco sobre ela e sua mania de ficar
contando seus planos para toda a revoada de flamingos, inclusive para as
fofoqueiras do bando, Colete, Allegrete e Elisabete. As três coletavam
informações sobre os planos e sonhos de Amora e espalhavam por todo o lago, e
nada dava certo na vida da doce ave. Ela acreditava que suas amigas lhe eram
fiéis, mas as coisas não eram bem assim. Aquelas três morriam de inveja de
Amora.
O
que acontecia com Amora, acontece praticamente com todo ser vivo. Todo mundo
quer sempre compartilhar com os outros suas expectativas e experiências, porque
às vezes os desejos e as expectativas são tão grandes que transbordam da boca
para fora. Mas como já diziam os antigos, "Guarde seus planos somente com
você, não os espalhem aos quatro ventos", um alerta, já que, quando se
compartilha planos e sonhos, dá-se aos outros o direito de opinar, criticar,
provocando uma mudança de ideias e de energias.
No entanto, mesmo com tantos percalços, perdas de sonhos e de projetos, após muito tempo de decepções, Amora conseguiu realizar um de seus sonhos, a de se tornar uma grande bailarina! E não é que ela também conseguiu encontrar um flamingo para dividir seus dias com ele! Os dois construíram um ninho e foram muito felizes juntos.
Rozilda Euzebio Costa
quinta-feira, 14 de abril de 2022
Gatonis Lau - Literatura Infantil
Todo
dia, assim que escurecia, de sua casa Gatonis Lau sumia. Pra onde ia? Ninguém,
mas ninguém mesmo, por lá sabia.
No
entanto, se podia ter uma ideia, tendo em vista toda aquela ração que sobrava
em sua vasilha, mas ninguém podia ter certeza de nada, já que de seu sumiço
nada se sabia, e Gatonis mesmo deixando ração na vasilha, nunca emagrecia.
Porém,
essa falta de informação das andanças do gato fujão, era somente os humanos que
não a tinham, porque a Comunidade das Corujas Madrigais tudo dele sabiam.
_
Gatonis Lau é terrível! - disse o gato Lambão ao grupo de gatos reunidos no
galpão, enquanto discutiam estratégias para proteger a ração que desaparecia de
suas vasilhas toda vez que anoitecia. Era ele, Gatonis Lau que as comia.
_
Tem que se encontrar um jeito de parar esse sujeito! Será possível que ninguém
aqui sabe defender seu pleito?! - bradou o gato Kleito, batendo a pata em seu
peito.
_
Eu vou ser sincero, esse gato é muito cara de pau! - disse o gato Severo,
referindo-se a Gatonis Lau.
_
Ele vem sempre na surdina e ninguém consegue pegá-lo, só quem viu ele uma única
vez foi a gata Serafina. Lembra Serafina? - disse o gato Gervão, esperando de
Serafina a confirmação.
A
reunião durou o dia quase todo no galpão, e os gatos estavam todos caindo de
sono, tinha gato já dormindo de pé, outros, esticados pelo chão enquanto ainda
falava o gato Tristão, presidente daquela Corporação. Tristão era o presidente
dos Gatos do Bragantina, eleito com quase cem por cento dos votos na última
eleição.
Enquanto
Tristão ainda falava, avistou Gatonis Lau caminhando por cima do muro do
galpão, e agitado gritou:
_
Acordem seus dorminhocos! É ele! É ele! O gato comilão, que toda noite come a
nossa ração! - gritava Tristão com muita indignação. Mas a gataiada estava
muito sonolenta e teve gato que nem acordou, mesmo com todo aquele alvoroço,
continuaram dormindo esparramados pelo chão. Tristão quase infartou, enquanto
Gatonis no muro passou.
Assim,
nada se resolveu da problemática situação, e Gatonis Lau toda noite sumia,
enquanto que, os outros gatos da rua ficavam sem ração, porque Gatonis Lau as
comia com sua fome de leão, e depois, quando amanhecia o dia, ele voltava para
casa, para dormir confortável no seu fofo colchão.
Rozilda Euzebio Costa
sábado, 2 de abril de 2022
Chico Serafim (o Bunitin)
Dr. Cágado Boris (O médico do Parque Saint Germain)
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| Conto Infantil. Literatura Infantil |
sábado, 19 de fevereiro de 2022
Escolha sempre o Perdão
Nenhuma vingança compensa, porque ela só traz tristeza, exposição negativa de imagens e desavenças.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2022
Vagão 8, um conto inspirado em histórias reais
sexta-feira, 14 de janeiro de 2022
Fefê, a rosa esquecida
_ Você
já viu Fefê? - perguntou o grilo Miúdo ao vizinho também grilo, Bambolê.
__Quê?
Não sei de quem se trata, nunca nem ouvi falar nessa tal Fefê! Quem é? Você
pode me dizer? - o amigo Bambolê, curioso que era, quis logo saber.
Então, o grilo Miúdo, o único que prestava atenção à rosa Fefê, começou a contar para Bambolê a história daquela rosa que ninguém prestava atenção, e nem faziam questão de ver.
_
Dizem, amigo Bambolê, que aquela rosa desde que nasceu, é desprezada por todo o
jardim, ninguém olha para ela, ninguém quer tê-la como amiga, e as poucas vidas
do jardim que a olham, fingem não ver a pobrezinha. Eu sou o único que às vezes
passa por lá e a cumprimenta. É triste ver a sua solidão.
_
Mas existe explicação para tamanha exclusão? - perguntou abismado, Bambolê.
_
Não. Não há nenhum motivo, pelo contrário, ela é até bonita, e faz tantas
coisas legais, mas ninguém a admira, é como se ela nem existisse nesse jardim.
Tem lagarta falando por aí que Fefê não pertence a este jardim, foi plantada
aqui por engano, pelo jardineiro Serafim, que distraído trouxe uma mudinha no
meio das flores azaleias. Ao começar a plantar as mudas, se deparou com o
galhinho dessa rosa, e no jardim de azaleias plantou. Desde então, ela está
sempre sozinha, e quando flora, só dá uma flor por vez. Fiquei curioso pra
saber, dessa floração de apenas uma rosa por vez. Daí, ela me explicou:
_
Ah grilo Miúdo, para viver triste e sem visibilidade, basta apenas uma rosa
para passar por esta aflição. Você não imagina o quanto é triste quando ninguém
nos presta atenção. Parece até que a gente vive em um deserto sem coração!
Embora cheio de outras vidas aqui neste jardim, ninguém me vê, ninguém olha
para mim...
Quanta tristeza se via naqueles olhos de flor! O grilo até chorou e prometeu às vidas do jardim questionar, mas ele não podia fazer muita coisa, as vidas do jardim eram orgulhosas demais para ouvir, da rosa alguma coisa ele falar.
Rozilda
Euzebio Costa
sábado, 8 de janeiro de 2022
SPHAYK, ALÉM DOS LIMITES
Saímos
do Planeta Akau, da Galáxia Phyront no Universo de Kosik, com destino a Terra na
Via Láctea, nossa nave e a nave socorrista. Nunca vamos a uma missão sem ela. Por algum tempo permanecemos na Constelação de Órion, auxiliando seres de outras
galáxias que tiveram problemas técnicos em suas naves enquanto estavam em
viagem estelar. Há em Órion, um ponto de parada de naves em viagens estelares.
É como uma grande estação onde se pode descer, fazer revisão nas naves e também
descansar para repor as energias. Em Órion se encontra um dos pontos mais
destacados de auxílio a viajantes estelares dos universos próximos, com tecnologias
muito avançadas.
Depois
que saímos de Órion, alcançamos alta velocidade e avançamos muito, parecia tudo
normal em nossa viagem missionária intergaláctica.
No
entanto, algo na missão falhou, talvez nossa nave não estivesse em condições
apropriadas para a grande viagem pela Via Láctea. Nosso destino era o Planeta
Terra, e conseguimos avançar bem pelo Sistema Solar, atravessamos com sucesso todas
as camadas da atmosfera da Terra, mas no momento do pouso, de repente, perdemos
o controle total da nave, o piloto automático parou e todos os botões de
controle entraram em conflito, nada funcionou no painel da nave. Caímos
bruscamente e houve uma grande explosão...
Não
me lembro de muita coisa, mas tenho um lapso de memória do momento do nosso
resgate pela nave estelar socorrista que sempre nos acompanhou em nossas missões.
Eu gritava, mas eles não me ouviam, eu tinha caído em um distrito habitado por
humanos, a uma distância de mais de um quilômetro terreno. Os socorristas não
me escutavam, seus equipamentos de localização não me localizaram. Embora eu fizesse
um esforço grande para alerta-los de que eu estava ali, era sem sucesso. Tentava
usar meu localizador de pulso para sinalizar a eles que estava vivo esperando
pelo socorro, mas o localizador entrou em conflito também, e não emitia os
sinais precisos para que a equipe da nave me localizasse.
O
tempo passava, e eles, preocupados com a possibilidade de serem vistos pelos
humanos, e sem saber ao certo como iriam ser vistos e recebidos, decidiram
partir, me deixando para trás.
De
longe eu observava meu pai entrando na nave socorrista, os outros tripulantes foram
salvos também, mas eu fiquei para trás, fiquei na Terra...
O
sol começava a despontar e os terráqueos começaram a trafegar próximo de onde eu
estava, mas era interessante, eles não me viam, mas eu os via e ouvia! Os
animais me sentiam, sentiam a minha presença.
Passei
anos terrenos treinando para uma manifestação com os humanos, mas não obtive
sucesso. Eu era um foco de luz, apenas um foco de luz na Terra, o que os
humanos chamam de espíritos e de visões de outro mundo. No impacto da minha
nave no chão da Terra, meu feixe de luz de vida saiu do meu corpo. Fiquei
vivendo como um andarilho, me alimentando de energias cósmicas trazidas pelos
orvalhos da madrugada. Ninguém nota isso, mas os orvalhos estão repletos de
energias cósmicas.
Fui
vivendo atordoadamente como feixe de luz, até que um dia, uma cadela estava para
ter filhotes, então pensei, porquê não? Posso me tornar um cãozinho e assim viver
visível entre os humanos! Eu tinha apenas alguns segundos para mergulhar no
túnel que a luz de vida se utiliza e entrar em algum daqueles cãezinhos que
iria nascer naquele momento. Fiquei na expectativa para a grande tentativa. Seria
talvez um golpe de sorte, conseguir adentrar como espirito vivente no filhote.
Assim
se deu, fui com tudo no momento do nascimento do templo canino. Um grande
clarão inundou tudo em volta, eu perdi por um instante todos os meus sentidos
de ser de Akau.
Certamente
após aquele instante de imersão no corpo de um cão, eu deixaria parte de minhas
memórias para trás, já que, a estrutura mental de um cão não suportaria as minhas
atividades mentais como um ser diferente em composição mental.
Alguns
meses terrenos depois, eu estava vivendo como um cãozinho, algumas de minhas lembranças
iam e viam como flashes esporádicos. Eu não sabia me comportar como um cão
normal, eu era extremamente rebelde, queria morder todo mundo, como se todos
aqueles humanos tivessem culpa do que aconteceu comigo. Eu nunca fui mau na
minha vida antes de me tornar um cão, pelo contrário, eu sempre tinha um
sentimento de solidariedade e fraternidade com todos os seres vivos.
Os
meus maiores conflitos na minha vida como um cão, eram os motoqueiros,
bicicleteiros e alguns carros, eles me incitavam um sentimento de raiva e de
ira, talvez porque no meu subconsciente de ser intergaláctico, eu sabia que
tinha sido deixado para trás naquela missão. Eu não me conformava de ter sido
deixado na Terra. Constantemente me vinham os flashes da partida da nave
socorrista, me deixando sozinho na Terra, sem ninguém do meu planeta ali
comigo.
Todos
aqueles filhotes nascidos naquela noite foram abandonados na rua, e passaram
cada um a se virar à sua maneira para sobreviver. Eu cresci na rua. Era
alimentado pelos humanos que viviam na vizinhança de onde fomos abandonados,
todos aqueles humanos de certa forma me ajudavam a sobreviver naquele ambiente
que não era o meu ambiente, naquela vida de cão que não era a minha vida. Os
outros cãezinhos nascidos naquela noite não sei que rumo tomaram.
Quando
eu estava dormindo, eu tinha sonhos com o meu Planeta e com a minha família. Sonhava
com as viagens em missões junto ao meu pai, mas quando acordava, me sentia
angustiado, e uma dor enorme tomava conta de mim. Mas eu era um cão e não sabia
identificar tais sensações como sendo a falta incontrolável de minha família e
do meu verdadeiro lar.
Nesse
impasse, vivendo de memórias vagas no corpo de um cão, muitos anos se passaram.
Eu diria que vivi, talvez, uns sete ou oito anos humanos como um cão, naquela
vida rebelde, mas ao mesmo tempo, doce, com o carinho que recebia de alguns
humanos.
Havia
um humano terráqueo em especial, que começou a construir uma casa em um pedaço
de terreno na rua que eu morava. Eu gostei dele, sabe! Era cantor e me parecia
ter um espírito milenar, eu via isso nos olhos dele. Ele me tratava bem. Comecei
a me tornar seu amigo, vigiei a construção dele por meses, até que ele terminou
de construir e se mudou para lá com sua companheira. Ele tinha outro cãozinho,
uma miniatura de cão, eu era bem maior que o outro cãozinho. Ficamos amigos, eu
e o cãozinho, mas o pequenininho era fujão, quando o humano abria o portão ele
saia em disparada, eu estava sempre tentando defender ele dos outros cães da
rua.
Depois
que o humano mudou para a construção nova na minha rua, ele e sua companheira
passaram a me alimentar todos os dias. Muitas vezes eu dormia na área da casa
deles. Eu também fazia buracos no quintal deles, o humano cantor ficava meio aborrecido comigo...
Meio nada! Ele brigava muito, mas eu nem me importava com as brigas dele, lá eu
me sentia em um lar.
Depois
de alguns anos eles tiveram uma filhinha, e as coisas seguiram um ritmo normal
por muito tempo.
Toda
aquela vida não era assim tão normal para mim, e quando eu estava em meus extremos
conflitos, eu ficava transtornado e queria morder as pessoas que passavam na
rua. Pobre dos carteiros! Eu sempre queria morder eles, não sei o porquê dessa
raiva dos carteiros.
Um
dia mordi um humano malvado e ele tentou me matar, me deu uma facada e cortou
uma de minhas orelhas... Eu quase morri, sangrei muito e senti dores
incontroláveis pelo meu corpo. Os humanos da rua se juntaram e me levaram a uma
clínica, pagaram o meu tratamento. Fiquei internado por quase uma semana,
depois voltei para casa e fui cuidado pelo humano cantor e sua companheira. Eles
me deixaram na área da casa deles, me davam os remédios e cuidavam de mim
enquanto minha saúde de cão era recuperada.
Faltou-lhes
dizer que, enquanto estive à beira da morte internado na Clínica, eu sonhava
constantemente com minha família no Planeta Akau. Eu via meu pai e minha mãe ao
redor do leito me olhando e sorrindo para mim. Eu tinha dúvidas se era mesmo um
sonho ou realidade projetada. Em nosso Planeta, projetamos realidades a milhões
de anos luz, como essas apresentações ao vivo que fazem na Terra, só que em Akau,
temos tecnologia que avançam galáxias distantes, adentram outros universos e
chegam a um destino tecnologicamente programado, projetando realidades a
milhões de anos luz de distância.
Mais
de um ano terráqueo se passou depois de minha quase morte como um cão. Eu já
estava até me esquecendo de minha verdadeira vida fora daquela vida de cão que
levava, já estava habituado a viver como um cão, comendo restos de comida nos lixeiros
das ruas e dormindo tranquilamente pelas calçadas.
Porém,
a vida de um cão tem a duração bem inferior que a vida dos humanos. E um dia,
comecei a me sentir perturbado e já não me via inteiro como um cão.
Comecei
a ter visões estranhas a noite e sentimentos de confusão, eu não as compreendia.
Por noites seguidas vi um veículo todo iluminado passando perto de mim, como se
estivesse em outra dimensão, mas, no entanto, eu podia vê-lo. Era uma nave
espacial, mas eu não sabia mais o que era uma nave, como era uma nave. Enquanto
cão, havia me esquecido dos veículos espaciais e das grandes naves intergalácticas
todas iluminadas. Me senti assombrado quando comecei a ver tal nave que, todos
os dias terrenos, depois da meia noite, ela passava pela rua que eu morava. Eu
via os rostos de alguns tripulantes sendo projetados através de hologramas, parecidos
com janelas. Dava a impressão de que eles estavam procurando alguém ou alguma
coisa. E estavam! Ele estavam me procurando! Era o meu pai me procurando, ele
já sabia que o meu feixe de luz de vida estava vivendo dentro de um corpo de
cão, mas eu ainda não sabia que era o meu pai.
Na terceira noite após estas visões, eu estava dormindo pesadamente, deitado na rua sem me preocupar com o perigo, quando, de repente, um veículo terreno, conduzido por um humano inconsequente, veio em alta velocidade e me atropelou. Eu levei um grande choque, surgiu um imenso clarão diante de mim, e eu vi a nave que, dias antes. havia visto em minhas visões.
No
interno da nave havia um leito e o meu corpo estava lá, era incrível, parecia
adormecido, eu estava fora dele, mas sabia que era o meu corpo. Um ser ancião veio
em minha direção, e me pediu para chegar próximo ao meu corpo que estava no
leito. O ancião, com um aparelho nas mãos, aproximou-o de mim e me fez sentir
um grande choque, um impacto tão grande como o impacto que me tirou do corpo
daquele cão.
Meu
pai me explicou todo o processo do meu retorno, e o mistério do meu corpo estar
intacto. Eu não sabia, mas ele, cuidadosamente antes de partirmos para a nossa
missão, havia clonado nossos corpos materiais e os manteve conservados, com o
uso de tecnologia desenvolvida por cientistas de nosso planeta. Eu fui a
primeira experiência do projeto dos cientistas de Akau, e deu certo. Graças ao
meu corpo clonado, meu feixe de luz de vida teve a chance de voltar a viver a
vida de antes com o meu corpo no meu planeta e com a minha família.
No entanto, devo esclarecer uma coisa – como meu pai me encontrou? Como ele sabia que eu estava vivendo a vida de um cão? - Depois de minuciosos estudos e pesquisas, viagens missionárias e rastreamentos na área do acidente e próximo a ela, ele havia detectado o meu feixe de luz de vida a viver dentro de um cão. E mais ainda, ele localizou o cão! Isso foi incrível.
Os estudos do meu pai e de sua equipe fantástica, mostraram que só havia uma maneira de eu voltar a ter a minha vida e retornar para o meu planeta, precisava ter o meu corpo de volta, entrar dentro dele novamente, seria até para os cientistas um trabalho muito sensível e arriscado.
Aquela noite do resgate foi marcante em minha trajetória de vida e de missionário intergaláctico. Ao recobrar meu equilíbrio e dialogar novamente com meu pai e toda a tripulação, tive a certeza de que não irei parar com o meu trabalho junto ao meu pai, faremos outras viagens por outros universos, galáxias e planetas. Serei como o meu pai, um missionário incansável.
Sphayk
Um conto de ficção, escrito
por: Rozilda Euzebio Costa
08/01/2022
sábado, 18 de dezembro de 2021
Lo Specchio davanti l'Individuo
C'è sempre qualcosa che metti l'individuo a litigare con i suoi pensieri e con i suoi sentimenti, principalmente quando quello che lui pensa e sente non è in sintonia con la sua realtà.
Forse il più grande insuccesso dell'individuo sia generato per la sua paura di mettere fuori di sé lo che desidera di vivere.
C'è sempre un immenso confronto tra quello che l'individuo vive, sente e fa, e quello che lui veramente desidera di vivere e essere.
Lo individuo viene sempre giudicato dal parere degli altri, e la loro opinione danneggiano i suoi sogni e le sue scelte di vita.
Nessuno mai è in grado di essere considerato perfetto sulla visione e analise degli altri che lo guardano da fuori il suo modo di vivere.
E mentre il tempo va poco a poco consumando la forza vitale dell'individuo, lui va anche perdendo i suoi sogni per le strade della sua vita, lasciando ai margini dei suoi cammini, quello che poteva essere una sua grande conquista se lui non avesse perduto il coraggio di lottare contro la paura dell'individuo davanti allo specchio e la opinione degli altri.
Rozilda Euzebio Costa
domingo, 22 de agosto de 2021
Centaurus
Rozilda Euzebio Costa
Livros e Relações
A produção de um livro é mais que uma inserção de uma nova obra no setor literário. Ela reúne relações e sentimentos da vida humana dentro d...
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Nem mesmo havia amanhecido o dia, Dona Coelha saiu às pressas de casa, Queria o mais depressa comprar, Um bolo feito de fubá, ...
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All you need is a great trip Se tá cansado Pegue um avião Tá estressado Vai para o Japão Tá sem dinheiro Tem problema não Tem passageiro Q...



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