terça-feira, 30 de março de 2021

Alegorias

 


Espaço sagrado é o terreno do teu nobre coração,
e todas as minhas sementes de amor voam para ele,
como se tivessem em tempos de germinação,
prontas para deixar crescer cada novo embrião.
Abre-te coração! Abre-te para a minha plantação!
Quero fazer em ti um extenso e lindo campo florido,
onde a primavera delicada faça em ti uma obra de arte,
e eu possa me deleitar no aconchego de tua beleza.
Canções eternas de amor ecoam pelas ondas do tempo,
com anúncio de trombetas tocadas pelos anjos,
como se chegassem de uma longa viagem astral,
vão direto pousar nos teus ouvidos, ó rouxinol!
Sobre os galhos da cerejeira vai espalhando melodias,
recebidas dos anjos de outras esferas,
e o próprio vento diz entusiasmado;
é uma nova era! Certeza que é uma nova era!
Cantando sobre os galhos das amendoeiras,
junto dele estão todos os desejos da primavera.
Escute o sorriso das mimosas abraçadas e sendo beijadas pelo sol,
e as papoulas dançando alegres com todo o seu arrebol,
estendidas pelos campos extensos do amanhecer.
Vem me ver! Vem me ver coração selvagem!
Não fique parado esperando no templo das incertezas,
tome o primeiro cavalo alado que sai antes do sol nascer.
Um lindo beija-flor pousa nos lábios do meu querer,
e uma flor de amor ardente no meu coração ele faz nascer.
As camponesas fazem filas na entrada do teu coração,
estão cheias de desejos e cestas transbordantes de intensões,
todas de uma só vez de amor por ti estão a padecer,
mas o espaço sagrado dentro de ti já tem esta jardineira aqui,
que plantando incansavelmente sementes de amor,
cobre todo o teu coração de céu, sol, orvalho, sorriso e flor.

Rozilda Euzebio Costa
30 de março de 2021


segunda-feira, 29 de março de 2021

Savanas

 


Nas savanas agrestes e selvagens dos teus olhos,
minha alma caminha solitária e amedrontada,
onde está a tua caverna aconchegante ó rei leão?
Dá-me de beber das águas de teu riacho escondido,
Tenho sede, tenho sono e tenho tanto medo!
Não vês que padeço nas trilhas de tuas perigosas savanas?
Volta os teus sentidos em minha direção,
vem me encontrar nesta penosa paisagem,
onde tudo parece querer me devorar,
até o sol se torna inimigo ao meio dia,
e o vento a ele se curva em obediência.
As noites são senhoras sombrias e misteriosas,
que me fazem os terríveis pesadelos encontrar.
Quero pão, quero vinho e quero o teu peito,
e nada mais me importa senão a minha vida junto a tua.
Nas alvoradas coloridas e refrescantes,
centenas de andorinhas passam pela minha visão,
Onde vão? Onde vão todas elas voando nesta imensidão?!
Procuram certamente novas terras e novos cenários,
porque ninguém é feliz onde não consegue criar raiz.
A planta dos meus pés procura o vaso do teu coração,
acorda rei leão! Acorda deste sono de tamanha profusão!
As feras desta fria e assustadora paisagem,
me olham obstinadas como se eu fosse um pão,
estão famintas e querem alimentar suas necessidades,
mas há uma força que me transporta e me liberta,
desta fome feroz que a vida faz atingir a todas elas.
E no abstrato contexto de minhas razões,
surgem os gigantes pensamentos em discussão,
decidem entre eles o que fazer de minha desolação,
e me carregam para longe das bocas devoradoras de sonhos.
Reclina-te sensivelmente à altura do meu olhar ó rei leão!
Olha dentro dos meus profundos e cansados olhos,
neles, está o mapa que nos levará rumo ao paraíso.
Pegue o mapa sem demora e o decifre,
para que esta viagem não fique perdida na vegetação de alguma curta estação.

Rozilda Euzebio Costa
28 de março de 2021


domingo, 28 de março de 2021

Caravelas

 


Origem profunda tem aquelas dores de saudade,
que do peito não se consegue arrancar,
que viajam aglomeradas em formas de angústias
através de dezenas de caravelas por um mar
de águas obstinadas de memórias em liberdade.
Memórias são como as águas barulhentas de uma cachoeira,
que desce encostas pedregosas a chorar,
porque memórias tem vida própria e tem lágrimas,
que ninguém consegue fazer calar.
Um dia um cavaleiro selou o seu cavalo e foi embora,
com a sua bagagem transbordante de ilusão,
e os olhos tristonhos de uma peregrina,
ficaram na longa estrada a esperar por ele em vão.
Ela começou a seguir persistente os rastros deixados pelo cavaleiro,
mas a pressa dele fez crescer asas no dorso de seu cavalo,
e o cavaleiro começou a voar no seu cavalo alado,
vencendo as barreiras invisíveis do tempo
para então alcançar novos tempos,
além das esferas inimagináveis de sua existência.
Pobre peregrina que exausta perambula com sua bagagem de esperança,
peregrinando vai noite e dia na tentativa de o cavaleiro encontrar.
Caos no peito, caos na alma, um assombro de medo faz seu coração palpitar,
medo de nunca mais poder o seu cavaleiro encontrar,
porque rumo às estrelas ele está velozmente a cavalgar.
Ainda existem os campos floridos daquele lugar?
E onde estão as vinhas com seus rebentos a prosperar?
Ela se pergunta repetidamente, sem cessar,
pois está perdida tentando o cavaleiro encontrar.
Oh Paraiso, dê depressa o teu endereço,
esse deserto é incomplacente para quem vai ele atravessar!
A peregrina jura, que se o deserto em seus próximos pensamentos não findar,
embarcará no primeiro trem da vida que corre nos trilhos da alvorada,
rumo a outros cenários menos devastadores.
Já sentistes o badalar do relógio das horas da angústia?
Essa angústia devora uma mente cheia de pensamentos de solidão.
Acaso será mesmo tudo em vão?
Será em vão todas as esperas ancoradas,
adormecidas naquele porto sem compaixão?
Nuvens fugitivas ao soprar dos ventos primaveris alertam,
que logo o cavaleiro a peregrina vai encontrar,
Mas será? Será mesmo verdade?!
Até a primavera chora e se compadece por ela,
as flores percebem seus olhos cansados,
escondidos debaixo de suas pálpebras,
tanto exaustos que não conseguem mais se levantar.
Os seus pés decidiram que é hora de parar,
porque já não conseguem mais seus rastros pelos caminhos deixar.
O insistente balançar das árvores na floresta encantada
anunciam o tempo oportuno da viagem astral,
um túnel se abre através das infinitas vias do universo.
E quem foi que disse que aquelas caravelas da saudade
não navegam o mar encantado acima da terra?
Quem foi que disse que isso é assim, e só pode ser assim,
porque a lógica diz que assim o é?
A lógica também se engana e as vezes até se contradiz,
assim também o que está entrelaçado a um contratempo,
o próprio tempo se equivoca, se contradiz.
Há um cânion além das planícies quietas da serenidade,
suas paisagens convidam para um voo fantástico,
entre os paredões misteriosos e secretos que o ladeiam.
E como a cegonha faz quando está no pico mais alto do seu voo migratório,
assim voa também a alma que procura novas terras.
Caravelas ligeiras são os suspiros de uma saudade apressada,
Caravelas também são aqueles pensamentos,
que navegam obstinados num mar violento,
cujas velas são os desejos do coração humano.

Rozilda Euzebio Costa
27 de março de 2021

sábado, 27 de março de 2021

Enigmas



Um caminho longo e uma ponte que fala,
um monte gigante e uma flor sob o sol,
no coração do monte há um vulcão flamejante,
o monte está a ponto de entrar em erupção,
e já não sabe o que fazer com o seu fogo ardente,
para que ele não exploda e queime a flor,
que vive de admirá-lo em suas encostas.
Extasiada está sempre aquela pequena flor,
pelo arrebatamento que lhe causa o monte.
Imagina que a flor tem o sonho de tocar seu coração,
e o monte tem um desejo ardente de encurvar-se
até tocar em suas pétalas para ali adormecer seu coração.
Ao lado do monte está aquela ponte inquieta,
sussurrando incentivos de partidas constantes,
vem! Vem! A ponte chama a flor sem cessar.
Como se a ponte também amasse a flor,
e do pé do monte, a ponte a flor quisesse arrancar.
Mas que nada! Que nada! Somente impressão!
A ponte é apenas um enigma que abre a sua boca para reclamar,
mas seus desejos claramente, a ponte não consegue expressar.
No meio da ponte está adormecido o tempo,
que nela, a sua fadiga foi descansar.
Como pode o tempo no meio da ponte assim parar?!
Cadê a força desse tempo que não deseja mais passar?
Há um passarinho que seu bico não consegue calar,
está sempre transportando assobios entre o monte e a flor,
dia vai, dia vem, e o passarinho com seu bico cheio de assobios,
leva aos ouvidos do monte as declarações de amor da flor,
e desce de lá com o bico repleto de assobios do monte,
para entregar fielmente aos ouvidos da flor.
Mas até quando? Até quando?!
Até quando o tempo na ponte vai descansar?!
E por qual motivo o tempo não consegue despertar?!
O monte até que tenta, se esforça para encurvar,
mas o seu orgulho é ainda muito maior que o amor,
que no seu coração sente pela pequena flor.
E o tempo? O tempo até que tenta acordar,
mas a ponte sem perceber segura o tempo,
e no impulso de suas contradições e impasses,
impede o tempo de despertar e mudar as coisas para sempre.


Rozilda Euzebio Costa
26 de março de 2021

quinta-feira, 25 de março de 2021

Pilares da Primavera


Pilares que sustentam os lindos rebentos da primavera,
na frente das casas e nos pergolados do teu jardim já me dizem;
é chegado o tempo de o nosso amor caminhar pelas colinas.
Vamos deixar nossos rastros pelos caminhos do sol,
ouvir a natureza declamar a alta voz as suas mais lindas poesias,
aos ouvidos das vinhas que já explodem os seus novos rebentos,
enfeitando os enfileirados e verdes varais dos arados do campo,
depois de ter vivido também a sua longa e silenciosa espera.

Incomplacente foi por vezes o tempo vivido na espera,
mas o ciclo de todas as coisas a tudo renova e traz respostas,
até as nuvens já anunciam a chegada da felicidade desejada,
navegam serenas no extenso e profundo mar azul do céu,
como dezenas de naus elas navegam com seus mastros gigantes,
vão ancorando uma a uma nos invisíveis portos do tempo,
repletas com os tesouros dos novos dias que a vida envia,
jornadas perfumadas com a essência pura de uma nova atmosfera.


Rozilda Euzebio Costa
25 de março de 2021

domingo, 8 de novembro de 2020

Estação da Vida


Estação da Vida 


Estou parado e perdido numa imensa estação, 
Observando admirado os trens que chegam, 
E para os trens que partem, olho com incompreensão. 

A estação está sempre muito lotada e confusa, 
pessoas descem o tempo todo dos trens que chegam, 
e na mesma frequência partem sem nenhuma recusa. 

Interessante ver que ninguém leva ou traz bagagens, 
Mas posso observar uma pequena alegria nos olhos de quem chega, 
E naqueles que partem, noto tristes e confusas imagens. 

Se movimentam como se estivessem dentro de um mesmo sonho, 
Porém, cada um vai caminhando sozinho de um lado para o outro, 
Tentando compreender e encontrar a si mesmo, suponho. 

Se há alguém que de tal movimento dê uma interpretação, 
Eu agradeceria se pudesse explicar com clareza tal cenário, 
Talvez eu compreendesse o motivo de estar parado nesta estação. 

Sinto que existo dentro de um drama muito complexo, 
Quero encontrar a minha história nesta composição, 
Nesta grande peça, onde parado, estou um tanto perplexo. 

De onde vim? Como aqui cheguei? E para onde vou? 
Não sou capaz de descobrir sozinho tal incógnita, 
Partindo do princípio que nem mesmo sei quem sou. 


Rozilda Euzebio Costa 
08/11/2020

L’autunno parla con me (Rozilda Euzebio Costa)


L’autunno parla con me


Parlano con me l'intera congiuntura dell’autunno
Meraviglia colorata delle mie sensazioni
Che l'autunno dipinga la mia vita con i suoi colori
E possa insegnarmi a conoscere nuove strade
Voglio capire tutte le mie trasformazioni

Oh alberi misteriosi, forti e coraggiosi
Non avete nessuna paura della metamorfosi
Vanno consegnando tutte le sue foglie
Ai movimenti rinnovativi dell'autunno
Come se entrassero tutti in profonda ipnosi

Come l'autunno prende gli’alberi e li avolge
Facendo colorare per dopo cadere le sue foglie
I miei ricordi gialli d’altri tempi sembrano perdersi
Ma un vento viene da me e mi soffia all'orecchio
"I cambiamenti molte cose toglie!"

Dall'altra parte al di lá dell'autunno
Potrebbe esserci una stagione migliore
Ma l’autunno, io e il tempo stiamo già in sintonia
Facciamo parte di un quadro rappresentativo
In un scenario bello di molto splendore

Parlano con me tutti i colori dell’autunno
Colorando tutti i miei scenari e i miei sensi
Guardo la natura e penso, “grazie d'esistere!”
E il mio cuore battendo il ritmo del rinnovamento non saprà mai
Cosa poteva succedere nella mia vita se io avessi altri tormenti


Rozilda Euzebio Costa
25.10.2020

Canzone Suprema (Rozilda Euzebio Costa)


Canzone Suprema 



Oh, mia bellissima canzone, mio bagliore! 
Tocco di brezza nelle mie orecchie 
Canzone che dà vita alla mia vita, 
Musica suonata sulle corde del mio cuore, 

Canzone delle mie lunghe albe vaghi 
Semplice morbidezza che mi avvolge, 
Suono che mi risveglia alla mattina, 
Canzone dolce e sensibile dei miei viaggi. 

Oh, musica che per le stelle mi fa viaggiare 
Raggio che riempie di luce la mia strada 
Forte ala della mia immaginazione, 
Canzone meravilhosa che mi fa sognare. 

Oh, mia canzone e mio abitate! 
Battito animato delle mie storie, 
Il mio tema caldo d'inverno 
La mia gomma preferita in estate. 

Canzone del mio tip tap, della mio ballo, 
Vibrazione energetica della mia anima, 
Trama principale della mia emozione, 
Melodia del mio sentimento puro e cristallo. 

Canzone che il mio ritmo accelera 
Magnifico gioiello delle mie sensazioni, 
Motivo che mi fa camminare felice, 
Lungo i sentieri fioriti della primavera. 

Canzone che merita un trono in Saturno, 
Nel Regno delle Mille Meraviglie, 
Tesoro dei Monti Celesti, 
Dove si ascolta la colonna sonora d'autunno. 


Rozilda Euzebio Costa 
15 ottobre 2020

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Fale comigo outono!


Fale comigo, colorido outono das sensações!
Pinte a minha vida com as suas cores,
Ensina-me a compreender em mim as transformações.

Oh árvores fortes e destemidas na metamorfose!
Entregando suas folhas para os movimentos do outono,
Olhando todas assim tão belas, entro em profunda hipnose.

Um caminho divide o outono em duas partes,
No meio me encontro, cabeça alta, caminhando,
Admirando esse cenário de naturais artes.

As minhas lembranças estão como estas folhas,
Amarelas, se transformando em passado distante, elas vão,
O vento sopra em meu ouvido dizendo: “faz parte de suas escolhas!”

Que coisa interessante seguir um caminho novo!
Vem a sensação de estar deixando uma vida inteira para traz,
E a incompreensão, o meu coração invade, e me comovo.

Do outro lado do outono talvez haja uma estação melhor,
Mas eu já tenho com o outono uma sintonia,
Já fazemos parte de um panorama representativo bem maior.

Fale comigo outono! Tinja meus cenários e pensamentos,
Me transforme em uma perfeita obra de arte,
E o meu coração nuca mais conhecerá das transformações, os tormentos.

Rozilda Euzebio Costa
25.10.2020

sábado, 8 de agosto de 2020

Quando o sol se põe



Quando o sol se prepara para se pôr no horizonte, começa em mim um sentimento de adeus, de despedida. E me vem uma imensa vontade de pedir que ele não se vá. Mas do que adianta pedir? É inevitável! Ele se vai, porque precisa ir. 

No entanto, mesmo contra a minha vontade o sol se vai, e permaneço às margens de minha insegurança e necessidade dele, como se ele fosse a minha garantia de sobrevivência no mundo em que habito.

Vou acompanhando com os meus olhos a sua ida quase imperceptível diante dos meus olhos compridos e tristonhos pelo natural adeus, como se aquele fosse um adeus definitivo.

Seus últimos raios deixam em mim um traço de nostalgia, e uma sensação de fim invade todas as vias da minha mente, desabando no coração, como um peso insuportável para carregar.

E por algum tempo os meus olhos o acompanham, até que ele desapareça totalmente no horizonte, e a escuridão ganha o seu espaço. Naquele momento sou tomada de uma angústia inexplicável, como se o sol fosse uma pessoa importante demais na minha vida para que eu o deixe partir.

A escuridão começa a se espalhar como espalham as nuvens pesadas e escuras das terríveis tempestades. Mas a escuridão que chega não chove chuva, a escuridão que chega por completo faz chover estrelas brilhantes no céu.

Quando olho para aquele céu carregado de estrelas brilhantes, a nostalgia do sol vai embora, e uma janela no meu coração se abre para as estrelas. Logo um novo desejo nasce dentro dele, o desejo de sonhar, e sonhar...

E depois de tantos sonhos sonhados, acordo com raios querendo entrar pelas frechas da minha janela. 

Mas o que será? O que será?!
É o sol que acabou de voltar! 
Ele voltou! Ele voltou! 
E nunca mais vai me deixar. 

É razoável pensar que toda despedida causa uma espécie de sufocamento nos sentimentos que se acostumaram com a presença daquele que parte, e, das coisas boas que se vão da nossa vida. 

Quando alguém nos diz adeus, pode não ser para sempre, pode ser apenas uma pequena ausência para uma renovação de estruturas, porque na vida nada permanece igual e imutável, na vida tudo se transforma de uma maneira que, às vezes percebemos e aceitamos esta transformação com serenidade, às vezes lutamos ferozmente contra o inevitável, numa perda preciosa de tempo, e às vezes não aceitamos nunca, seguindo jornadas paranoicas, em um confrontamento acirrado com as mudanças inevitáveis, vamos nos mergulhando cada vez mais em um sofrimento desnecessário. 

A compreensão e aceitação de uma separação de pessoas queridas, ou do desapego com coisas que já não podem mais fazer parte da nossa vivência, é conquistada através de uma análise estrutural de ações e consequências como um todo, levando-nos a uma posição comportamental inteligente, e um pensamento elevado na compreensão das vantagens das mudanças em nossa vida. 

Todos nós sabemos dessa necessidade natural que temos de permanecer nas linhas construtivas de nossa estrutura humana. E sabemos também da certeza de que todos nós somos dependentes das pessoas e coisas que nos fazem bem, mas temos que receber com serenidade tudo que irá nos tornar melhores durante a passagem dos nossos dias no mundo. 

É preciso compreender os adeuses, as separações, as mudanças e as transformações que, inevitavelmente nos chegam, através de acontecimentos que nunca o desejamos, mas que fazem parte do nosso crescimento pessoal. 


Rozilda Euzebio Costa 
08 agosto 2020

sábado, 25 de abril de 2020

Vamos falar de possibilidades?



Podemos dizer que a possibilidade é um caminho rumo a uma realização, e podemos afirmar que uma palavra também o é, sem dúvidas! 

Uma palavra é uma possibilidade quando ela tem a força de abrir portas, através de um diálogo assertivo. Um diálogo convincente tem o poder incrível de angariar as forças de uma grande equipe para a construção de um objetivo. Então a palavra é sim, uma grande possibilidade, e talvez seja a maior de todas as possibilidades, porque, com uma palavra, uma única palavra, se constrói um grande legado, se escreve uma nova história. E apenas com uma palavra acertada e clara, uma palavra que não deixe brechas para a dúvida, se pode mudar um panorama repleto de um emaranhado de confusas ações. 

Já dizia Albert Einstein, “Algo só é impossível até que alguém duvide, e acabe por provar o contrário”, ou seja, algo somente é impossível até que encontre um coração valente para provar o contrário, um coração com a audácia de uma águia, que enfrenta os ventos mais tempestuosos para chegar ao topo de uma montanha, e ali construir o seu ninho. É impossível, até encontrar um coração educado com a disciplina das formigas, que por nada desistem de sua caminhada e de sua colheita para suprir a fome no inverno. É impossível até encontrar um coração obstinado, com a perspicácia de um leão, que não desiste de sua presa até que ela esteja sob o seu controle. 

Também podemos observar com os olhos de um sábio, a afirmação do grande Mestre Jesus, que declara abertamente, sem vírgulas e sem parênteses, “Tudo é possível para àquele que crê”, ora, com esta afirmação tão direta, ele diz – tudo é possível! Tudo! – Neste caso não há o impossível, mas sim, a falta da coragem necessária para fazer o que se tem em mente. 

É correto afirmar, e todos concordam, que possibilidades são chaves que abrem portas, e podem levar um indivíduo à realização de seus objetivos. 
Em todas as vontades humanas existem as possibilidades entremeadas aos seus desejos, mas estas possibilidades somente podem ser vistas através de olhos que possuem uma visão ilimitada verso ao que se deseja, sem os conflitos negativos da incredulidade. 


Rozilda Euzebio Costa 
25/04/2020

sexta-feira, 10 de abril de 2020

E quando tutto sembrare confuso, c'è qualcosa che fa chiarire, L’AMORE (Rozilda Euzebio Costa)

L'amore è l’inverno che copri di neve le pianure mentre le foglie autunnali stanno accolte dala terra per riposare, e dopo, diventarsi humus per migliorare il terreno per l'arrivo della primavera. 

L'amore è la primavera che fa sbocciare tutti i fiori mentre gli alberi vibrano di buone energie, gli uccelli cantano e le farfalle volano da un fiore a l’altro. 

L'amore è l’estate che porta la gioia ai gabbiani e fa le onde ballare al suono del vento che soffia l'atmosfera, mentre ascolti sorrisi felici di adulti e bambini e guardi le famiglie festeggiando la vita sulle spiagge. 

L'amore è l’utunno che fa colorare tutti gli alberi per dopo promuovere la trasformazione del secenario per realizzare il rinnovamento di tutto il paesaggio. E dicono che succede con l’autuno quello che succede con la nostra vita – un cambiamento positivo. 

L'amore è nello sguardo sincero che parla più di tutte le voci del mondo, è anche nella bocca che di la verità, anche se non c'è bisogno di dicerla, ma sapendo che si sta facendo del bene agli altri, la bocca parla drittamente di ciò che lo sguardo e il silenzio avevano già detto da tempo. 

L'amore è il desiderio che fa viaggiare il pensiero di uno a luoghi lontane, per sdraiarsi tra le braccia di chi si ama e sentirlo con l’anima. 

L’amore è anche il disegno che faccio pensando a te, e ogni colore usato per dipingerlo porta un messaggio di affetto tra le forme disegnata. 

L'amore sono i tuoi occhi verso il cielo mentre tutte le stelle ti guardano tutte ammirate. 

L'amore è quello che ti dico nel mio silenzio quando mancano le parole per descrivere tutto che sento nel mio cuore per te. 


Rozilda Euzebio Costa 
10/04/2020

quarta-feira, 8 de abril de 2020

La Felicità, Rozilda Euzebio Costa

La Felicità 


La felicità è un uccello che canta,
appollaiato sull'albero fiorito della gioia,
piantato nel giardino dell'amore.
La felicità è anche un fiore,
nascosto nel vaso delle emozioni di un Poeta.
La felicità può anche essere,
una farfalla appena uscita dal bozzolo,
che ha volato via piena di vita,
per trovare il suo fiore preferito.
La felicità è un rifugio,
che regge un sogno,
e anche un'emozione vissuta.
E può darsi che la felicità sia un pallone in rete,
un scopo fatto con sete,
in una partita di calcio,
attraverso i piedi di un giocatore,
fedele alla squadra del suo cuore.
La felicità è una canzone,
cantata da una voce sensibile,
ed è così bella,
che raggiunge le orecchie degli angeli,
facendo esplodere barriere sonore.
La felicità è un tocco di emozione,
è il tono finale,
nell'opera d'arte del pittore,
è la pennellata perfetta,
che dà vita ed eternalizza la sua arte.
E si, si!
La felicità è un baluardo,
dove riposa l'anima,
è una coppia abbracciata che guarda il tramonto,
in una barca bianca alla deriva,
sul lago della serenità.
È anche un bacio d'amore sognato la felicità,
è un incontro inaspettato,
sulle pagine di un romanzo.
La felicità è una sfumatura,
in una semplice casetta,
dove l'amore entra attraverso porte e finestre,
e li dentro nessuno vive da solo.
La felicità è di nuovo quel meraviglioso uccello,
che canta all'alba per amore,
e ogni orecchio che lo ascolta si sente toccato.
E ascoltando il suo bel canto,
anche il sole si sente amato.

Rozilda Euzebio Costa
07/04/2020

A Felicidade, Rozilda Euzebio Costa


A Felicidade


A felicidade é um passarinho cantando
pousado na árvore florida da alegria, 
plantada no Jardim do Amor. 
A felicidade também é uma flor, 
escondida no vaso das emoções de um Poeta. 
Também a felicidade pode ser 
uma borboleta que acabou de sair do casulo, 
que saiu voando cheia de vida, 
para encontrar a sua flor preferida. 
A felicidade é um abrigo, 
que aconchega um sonho, 
e também uma emoção vivida. 
E pode ser que a felicidade seja uma bola na rede, 
um gol feito com sede, 
numa partida de futebol, 
através dos pés de um jogador, 
fiel ao time do coração. 
A felicidade é uma canção, 
cantada por uma voz sensível, 
que de tão linda, 
alcança os ouvidos dos anjos, 
num rebentar de barreiras de som. 
A felicidade é um toque de emoção, 
é o tom final, 
na obra de arte do pintor, 
é a pincelada perfeita, 
que dá a vida e eterniza a sua arte. 
E sim, sim! 
A felicidade é um baluarte, 
onde a alma descansa, 
é um casal abraçado assistindo ao pôr do sol, 
num barquinho branco à deriva, 
no lago da serenidade. 
Também a felicidade é um beijo de amor sonhado, 
é um encontro inesperado, 
nas páginas de livro de romance. 
A felicidade é uma nuance, 
numa casinha singela, 
onde o amor entra pelas portas e janelas, 
e nunca nela, ninguém vive sozinho. 
A felicidade é novamente aquele passarinho, 
que canta para o amor ao alvorecer, 
e todo ouvido se sente tocado, 
pelas suas melodias, 
E ao ouvir o seu lindo cantar, 
até o sol se sente amado. 


Rozilda Euzebio Costa 
07/04/2020

Poesia: Io sono (Rozilda Euzebio Costa)



Io sono

Quando sei um fiore,
tutte le farfalle vogliono posare su di te,
io sono un fiore, si! 
Sono un fiore del vaso del Poeta,
sono un fiore del giardino delle emozione,
e sono una passione,
sono amore,
sono fantasia,
sono poesia!
Sono la gioia di un cuore.

Rozilda Euzebio Costa

segunda-feira, 23 de março de 2020

Coragem, uma mão amiga que te guia

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O que faz um ser humano crescer e construir os seus sonhos é exatamente a sua determinação positiva e corajosa diante da vida. É preciso gostar de viver para se tornar o autor de muitas obras de valor. 

A vida também requer de nós, paixão, determinação, e uma porção enorme de fantasia. São das fantasias que já nasceram obras importantes para a humanidade. Alguém um dia fantasiou um objeto voador, e não é que ele saiu da fantasia e se tornou realidade! Fantasiar os sonhos é o começo de tudo. 

A coragem é aquela mão amiga que segura a tua e caminha com você pelas linhas da tua história, pelos escritos do livro dos teus dias. Acredite! A coragem sempre andou de mãos dadas com você, em todos os momentos da tua vida. 

Sabe porque alguns rios alcançam o mar? Porque são imensamente corajosos! Eles são capazes de enfrentar as pedras e desafiar as montanhas! Eles são tão destemidos que constroem canais até debaixo da terra, para alcançarem o mar grandioso. 

Ser corajoso é o primeiro mandamento da vida, acredito eu, porque para viver é preciso ter a coragem junto a si, caminhando lado a lado. 

O mundo se apresenta muitas vezes cheio de desafios, e somente quem está de mãos dadas com a coragem conseguirá sobressair-se e seguir firme na construção de suas obras. 

O caminho à frente é desconhecido, mas para um homem que gosta de viver e conhecer o novo, este caminho será realmente um novo desafio na sua vida. 

E se alguém disser a um homem corajoso que ele não deve seguir um determinado caminho que ele acredita ser valioso e importante na construção de seus sonhos, isto se tornará mais um incentivo do que um amedrontamento, porque o homem que caminha de mãos dadas com a coragem não espera que outros façam as coisas por ele, mas será ele mesmo a desbravar o desconhecido, injetando a luz em sua determinação, para escrever no livro da sua vida a sua história de obras construídas durante a sua viagem pela esferas da vida. 


Rozilda Euzebio Costa 

Livros e Relações

A produção de um livro é mais que uma inserção de uma nova obra no setor literário. Ela reúne relações e sentimentos da vida humana dentro d...